
A correria com a rotina do dia a dia faz parte da vida de todos, não é verdade? Nas tarefas em casa, na rua ou no trabalho… Precisamos dar conta de tudo! Imagina conciliar a família com uma vocação específica, será que isso é possível?
Minha família e minhas responsabilidades
Cada tarefa e responsabilidade diária tem seu valor e grau de importância. A família, entretanto, deve ocupar um lugar privilegiado. Dessa forma, cada membro de uma família deve cooperar para que ela seja um lar de acolhimento, aconchego e amor.
A família deve ser um sinal visível da igreja de Cristo!
Por isso, o Papa Francisco convida os fiéis casados a fazerem de suas casas uma “igreja doméstica”. Dessa forma, o lar deve ser um lugar onde todos se amem e expressem o amor de Deus. E assim, por meio da descentralização de si, praticarem a arte cristã da hospitalidade:
“Uma casa é uma igreja doméstica onde se vive a comunhão e se oferece o culto da vida vivida com fé, esperança e caridade”, afirmou o pontífice.
Mas, quando além do sacramento do matrimônio os esposos, são chamados a viver uma vocação específica? Sobretudo, para viver um chamado da melhor forma é preciso conciliar tudo, como fazer então? Vejamos.
Entender o chamado
Para conciliar a família e a vocação, primeiramente, é necessário entender que a mudança que acontecerá é em vista de responder a um chamado vocacional, ou seja, um convite de Deus. Este implica a inserção da família na nova rotina.
O chamado de Deus à vocação específica não acontece para todos. Às vezes, apenas um dos cônjuges se sente chamado por Deus ao carisma específico, por exemplo. Entretanto, o que você precisa entender é que os compromissos não devem ser impostos a todos os membros da família, mas assumidos por aqueles que são chamados pelo Senhor.
Reorganizar a vida
Cada pessoa que ingressa em uma vocação precisa reorganizar a vida e direcionar esforços para que consiga corresponder a todos os aspectos que caracterizam o carisma da comunidade ou da instituição a que pertencem.
Há alguns que deixam para pensar nesta tarefa somente quando ingressam oficialmente na organização religiosa. Isso é um grande erro.
Desde o vocacional, o aspirante já deve colocar em prática a rotina que experimentará na vida apostólica e comunitária, ofertando-se conforme os compromissos que lhes serão pedidos.
Definir tarefas prioritárias
Definir bem cada tarefa do dia a dia será de grande utilidade para corresponder à vocação. Para isso, pode-se fazer um projeto de vida à luz do seu carisma, ou seja, planeje para estar presente em reuniões, retiros, missões ou mesmo nos momentos de lazer comunitários.
Entre os inúmeros compromissos também deve-se escolher quais serão prioritários, visto que, nem sempre se consegue participar de todas as ações inerentes à vocação que se caminha para a consagração de vida.
Isso contribuirá muito no discernimento sobre quais ações participar e quais pode-se abdicar para se dedicar à família.
Planejar a execução das tarefas
Planejar bem cada tarefa e não deixar de executá-las fará com que a família e a missão do carisma estejam sempre em unidade.
É bom estar atento para não cair em excessos e ativismos apostólicos.
Não se deve dedicar forças demais em tarefas missionárias e se esquecer de tarefas simples, dos compromissos familiares como lavar uma louça, arrumar a casa ou até ler a Palavra de Deus para os filhos.
Também não se pode esquecer que o lazer em família é uma tarefa muito importante. Você precisa separar um tempo concreto na sua agenda para brincar com filhos, visitar parentes e amigos, passear em família, entre outras atividades.
Você pode e deve contar com seus irmãs mais experientes de comunidade para te ajudar nesse planejamento e execução! Assim, é mais fraterno e leve, e com o tempo, você verá que é possível ser família, viver o carisma e amar a Deus em meio a vivência da sua vocação familiar.
Avaliar os resultados
Por fim, não esqueça de se autoavaliar. A avaliação dos resultados traz a percepção de onde chegamos, onde deveríamos ter chegado e o que devemos fazer para melhorar e chegar aos objetivos.
Claro que tudo isso tem que ser visto e vivido sob a luz da graça de Deus, caso contrário, a vivência do carisma com seus compromissos familiares pode se tornar um fardo difícil de carregar.
Quer saber mais sobre o assunto ? Acesse “Sou casado e tenho filhos, há outro chamado para mim?”
